APRENDA COMO CONTRIBUIR COMO AUTÔNOMO E E PREENCHER O CARNÊ DO INSS




1. Quem pode pagar o INSS como autônomo

Só consegue pagar a GPS como autônomo quem trabalha por conta própria e presta serviço para pessoa física. Nos dois casos, você será inscrito como contribuinte individual no INSS. Isso é importante porque os valores que você pode pagar mudam conforme o tipo de contribuinte que você é. Então, muda também a aposentadoria a que você terá direito futuramente: por tempo de serviço ou somente por idade.


2. Escolha o tipo de contribuição e quanto vai pagar

Você será um contribuinte individual, mas ainda precisa escolher entre os dois tipos mais comuns dessa contribuição do INSS. O que muda entre eles é o quanto você paga todo mês e a aposentadoria que terá no futuro. Além disso, cada tipo de contribuinte tem um código diferente, e este número você precisa colocar na Guia da Previdência Social (GPS). Conheça abaixo os dois códigos e escolha a melhor opção.


Código 1007 – INSS – Contribuinte Individual

Indicado para quem quer pagar ao INSS 20% de quanto ganha, ou seja, do seu rendimento total. Não existe um limite mínimo, por outro lado, só dá para contribuir até 20% de R$ 5.645,80. Se você ganha mais do que isso por mês, continue pagando somente 20% desse valor. Sendo esse tipo de contribuinte, do código 1007, você terá direito às pensões do INSS e aos dois tipos de aposentadoria: idade e tempo de serviço.

Fique atento: procure recolher a contribuição sobre o valor que ganha, pois você informa o rendimento certo na declaração do imposto de renda e essas informações precisam ser iguais para evitar problemas no futuro.



Código 1163 – INSS – Contribuinte Individual

Escolha esse código se você quer recolher 11% do salário mínimo, que atualmente é um pagamento mensal ao INSS de R$ 103,07. Quem usa o código 1163 também tem direito às pensões e aos auxílios do INSS, mas só poderá se aposentar por idade. Nesse caso, o valor da aposentadoria que você vai receber será de um salário mínimo.


Cuidado: As contribuições do Plano Simplificado, são válidas para todos os benefícios previdenciários, exceto:

⦁ Aposentadoria por Tempo de Contribuição

⦁ Certidão de Tempo de Contribuição – CTC (expedida somente para servidores públicos concursados, efetivos, que estejam vinculados a Regime Próprio de Previdência Social – RPPS da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios).



3. Agora vamos ao preenchimento do carnê:




É possível emitir uma guia no site do instituto ou preenchê-la manualmente. Essa última pode ser tanto a guia disponível para impressão no site do INSS, quanto os carnês vendidos em papelarias.

Para usar o sistema que calcula o valor a ser pago e gera a guia de pagamento, o trabalhador deve acessar www.inss.gov.br/servicos-do-inss/calculo-da-guia-da-previdencia-social-gps/



Será necessário informar o NIT, que é o código pelo qual o segurado é identificado no INSS. É o mesmo número do PIS e costuma estar anotado na carteira de trabalho. 


Em “Categoria”, o sistema automaticamente identificará como “contribuinte individual”, mas se o recolhimento for, por exemplo, de um contribuinte facultativo, será necessário alterar. Depois, é preciso reproduzir o código de segurança e clicar em “Confirmar”. 


Em “Competência”, informe o mês a que o pagamento se refere. Se o pagamento é do mês que acaba de terminar, por exemplo, agosto, informe 08/2019. Informe o salário e clique em confirmar para gerar a guia.


Quem optar por preencher a própria guia deve ficar atento ao preenchimento, de modo a evitar dor de cabeça futura com eventuais erros




⦁ CAMPO 1 – Nome do contribuinte, telefone e endereço

⦁ CAMPO 2 – Data de vencimento

⦁ CAMPO 3 – Código de pagamento 

⦁ CAMPO 4 – Competência (mês/ano de referência do recolhimento no formato MM/AAAA)

⦁ CAMPO 5 – Identificador: número do NIT/PIS/PASEP do contribuinte

⦁ CAMPO 6 – Valor devido ao INSS pelo contribuinte

⦁ CAMPO 11 – Total: Valor total a ser recolhido ao INSS

 

O INSS recomenda que a guia em carnê seja sempre preenchida em duas vias. A primeira via pode ficar com o banco e a outra deve ficar com o segurado. É importante guardar esse papel, pois ele será a comprovação do recolhimento.



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